SAÍDA #51
Aprendizados para 2026
Nosso primeiro encontro por aqui em 2026! E fiquei pensando que antes de sairmos correndo para as novas metas e levar o olhar para o que vem por aí, vale a pena olharmos para trás para celebrar a parte que deu certo. Um balanço gentil do ano.
E resolvi fazer isso com a Reconexão Criativa. Dividindo por aqui 6 aprendizados que quero carregar para 2026. Um aprendizado sobre cada programa que fizemos na Reconexão no último ano.
Fica aqui o convite para você fazer sua própria listinha, para te acompanhar ao longo do ano, e também para você assistir aos episódios, caso tenha perdido algum! 😃
1- Priorizar hobbies fora das telas
Já conferiu o seu tempo de uso do celular hoje? É sempre um pouco assustador quando nos damos conta do tempo que temos passado na tela, que esse ano a gente consiga diminuir esse indicador!
“Eu acho que o máximo possível que as pessoas puderem ficar longe do celular e viver no presente, viver aquele momento, seja tocando um violão ou desenhando… Isso vai ajudar bastante nessa questão da saúde mental. E a arte tá aí para nos ajudar nisso.”
David J. Vignolli, facilitador gráfico e artista multifcetado
2- Priorizar o turismo decolonial durante as viagens
Viajar é nos expor a histórias, então vale questionar quais histórias tem sido essas. Pelo nosso passado de colonização, as histórias em geral são muito eurocentradas. Vale a pena buscar experiências que nos apresentem outras narrativas, novos pontos de vista.
“Quando fazemos o passeio pela cidade utilizando os becos, a gente faz uma conexão não só com a história que é a história mais tradicional que se vê pelas ruas principais, mas para entender também toda essa outra parte, dessa forma de segregação que era feita naquela época entre eixo do poder e eixo da servidão”
Fabrício Rodrigues, guia turístico no Becos de Tiradentes
3- Trazer inspiração do cotidiano
Cuidar da forma como a gente vive o dia a dia. Viajar é bom, mas é do campo da exceção, como cuidar para que na nossa rotina tenham coisas que nos inspirem. Podemos aprender muito com eles, que têm o olhar bem treinado para isso: os artistas.
“Na nossa arte tem muita coisa do nosso dia a dia mesmo, do cotidiano. A gente faz com que o nosso viver, nosso dia a dia seja a nossa principal fonte de inspiração.
Carla Vazarin, artista do Ateliê de Nós Dois - Bichinho, MG
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4- Escutar mais, falar menos
Em tempos tão centrados no eu, precisamos de um certo esforço para ouvir o outro. De verdade. Com interesse real nas histórias e nos pontos de vista que cada um carrega.
“O principal disso tudo, o primeiro processo é a escuta. A conversa inicial faz com que a mulher que está aqui perceba que está sendo escutada e sendo cuidada. A construção de autoestima demora, é aos poucos, mas a partir desse passo ela vai tendo essa relação diferente com ela mesma, ela começa a se amar. Construir a partir da escuta a autoestima das mulheres.”
Pâmela Maia, cabeleireira e empreendedora
5- Permitir que sua casa reflita quem você é
Que esse ano a gente olhe com cuidado o que habita as paredes e os cômodos da nossa casa. Que aquelas gerais de ano novo não sejam só dentro dos armários, mas também naquilo que visita nossos olhos todos os dias.
“A gente vai acumulando histórias, experiências durante a vida, e nesse acúmulo tudo que chega pra gente é interpretado de acordo com o que a gente já tem dentro. Por isso, é importante enriquecer cada vez mais o que você coloca para dentro, para que tudo aquilo que esteja ao seu redor seja interpretado como inspiração. A grande criatividade é essa: você permitir ser vida real, coisa normal, de se enxergar dentro da casa, de ver tudo que está ali e te representa, ou de alguém entrar na sua casa, olhar para tudo ao redor e entender quem é você.”
Lufe Gomes, youtuber e fotógrafo de histórias
6- Seguir para onde o desejo aponta
Que a gente consiga driblar as distrações que nos distanciam daquilo que a gente realmente quer fazer. E que essa escuta interna se afine em 2026!
“A primeira coisa assim que você se deve se perguntar é: ‘em que direção vai meu desejo?’. Em que direção eu vou me colocar que vai me vai me fazer estar na estrada do desejo. Você precisa buscar o que de fato tem sentido, o que é aquilo que importa, o que te faz se sentir pulsante. É nessa direção que você tem que ir. E não é uma espécie de frenesia artificial, não é isso — não é consumo de bebida alcoólica nem horas num jogo frenético de videogame. É uma coisa que o seu corpo diz: ‘aqui eu estou me colocando, aqui eu estou numa busca que está de fato trazendo vida’. Tem um sentido te habitando. Eu acho que é isso: se colocar na direção do desejo.”
Elaine Moraes, jornalista, professora e escritora
Esses são meus desejos de feliz ano novo para você!
Que a gente siga juntos por aqui, em um ano de muita reconexão e criatividade!
Com carinho,
Aída Dias


